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Alegremo-nos porque nem a morte mata a vida

2012-04-12

 

É tempo de esquecer os deuses à nossa medida
É tempo de agradecer a Deus que por nós dá a vida
É tempo de Páscoa, de verdes e de flores.
É tempo de alegria, de luz e de cores.
É tempo de passagem, de festa e celebração
É tempo de confiança, de abrirmos o coração
É tempo de ler no tempo as marcas de uma paixão
É tempo de meditar no mistério da ressurreição
É tempo de silêncio, mas também de anúncio feliz
Jesus Cristo está vivo, eu o digo porque Ele o diz.
O mundo não é acaso, nem a vida um porque sim
Nem eu uma insignificância
O próprio Deus morre por mim. Para me dizer que nem a morte nos separará e que a morte não mata a vida.
Por isso nos alegramos e serenamente cantamos: aleluia. Morreu e ressuscitou; está vivo para sempre no meio de nós.
Feliz Páscoa. Bom dia.


Isabel Varanda

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Alegremo-nos porque nem a morte mata a vida

Saborear... em tempo de quaresma

2012-03-15

Pode parecer quase indecente falar em “saborear” seja o que for num tempo de jejum. Ou então não: será talvez o momento mais pertinente para o fazer, se pensarmos na Quaresma como um tempo de crescimento e de enfoque no essencial. Perguntemo-nos então: sou eu que saboreio a vida ou é a vida que me come a mim?

A nossa consciência de cristãos faz-nos beber de uma responsabilidade pelo mundo à nossa volta que imprime não só um olhar atento, mas também uma postura activa e dinâmica. Por isto é infindável a multiplicidade de actividades em que tantas pessoas se envolvem, onde marcam presença, procurando formar-se e crescer, bem como ajudar e contribuir. O ritmo acelerado de hoje em dia e que todos conhecemos, a par de todos os projectos em que nos envolvemos, devem pôr-nos a pensar: deixo-me levar pelo mundo à minha volta? Sou eu que vivo a vida ou é ela que vive por mim?

A ginástica de tempo que cada um de nós faz para conciliar os seus estudos ou o seu trabalho com a vida familiar, com os amigos, consigo próprio, com a oração, com a sociedade de que faz parte faz-nos confrontar inevitavelmente com a clara definição das nossas prioridades e seleccionar os projectos da nossa vida dos quais vamos ter de abdicar. E, se isto acontece à “grande” escala da nossa vida, também acontece em decisões mais pequenas, respeitantes ao dia-a-dia. De facto, se há algo que vai estando nas nossas mãos é a intensidade com que queremos viver. Podemos decidir se queremos fazer da vida um álbum de recordações ou se queremos de facto viver as experiências; se ficamos pela superfície de tudo ou se estamos inteiros naquilo que nos faz beber mais.

Só estando inteiro nas coisas é que elas me podem tocar por inteiro, e só me sentindo tocado, envolvido e mergulhado é que posso fazer do meu serviço um verdadeiro serviço, é que posso fazer do meu serviço Vida. Só assim é que sou um ser vivo humano e não um mero profissional da vida, qual técnico que percorre várias “coisas”, passa por elas mas não as sente, vai lá mas não está, trabalha mas não vive. Até que ponto estou capaz de ajudar o mundo em que vivo se nem o consigo compreender, apreender, se nem sou capaz de o viver?

Não vamos querer ter saudades dos momentos que não vivemos. Por isso talvez seja essencial incluir mais uma actividade no meio dos muitos afazeres: estar. O simples acto de parar, de estar com alguém, de sentir o sabor de um filme, de um livro, de uma conversa, de um café, da paisagem, daquilo que encontro no meu dia-a-dia desde que saio de casa. Saborear. Procurar que o exame de consciência seja uma forma de baptizar o olhar para o dia seguinte, tornando-o puro e simples. E que bom que é encontrar grandeza na simplicidade da vida! E, quando olhamos para tudo isto numa lógica do “mundo à nossa volta”, que importante que é ter essa forma de estar: atenta, que valoriza, que se alimenta do que consome, que ganha forças no que se vive, porque é Graça.

Resta-nos saber dar sabor. E saborear.
 

António Santos Lourenço 
in http://www.essejota.net/index.php?a=vnrhrlqqvkuivvqluprhrsqhutrhqqqkqruiqjrprorvqhvvrhqqquugrmqvrk  


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Saborear... em tempo de quaresma

Advento

2011-12-01

"Advento

Advento, tempo de espera.
Não apenas de um dia, mas daquilo que os dias, todos os dias, de forma silenciosa, transportam: a Vida, o mistério apaixonante da Vida que em Jesus de Nazareth principiou.

Advento, tempo de redescobrir a novidade escondida em palavras tão frágeis como "nascimento", "criança", "rebento".

Advento, tempo de escutar a esperança dos profetas de todos os tempos. Isaías... e Bento XVI. Miqueias e Teresa de Calcutá.

Advento, tempo de preparar, mais do que consumir. Tempo de repartir a vida, mais do que distribuir embrulhos.

Advento, tempo de procura, de inconformismo, até de imaginação para que o amor, o bem, a beleza possam ser realidades e não apenas desejos para escrever num cartão.

Advento, tempo de dar tempo a coisas, talvez, esquecidas: acender uma vela; sorrir a um anjo; dizer o quanto precisamos dos outros, sem vergonha de parecermos piegas.

Advento, tempo de se perguntar: "há quantos anos, há quantos longos meses desisti de renascer?"

Advento, tempo de rezarmos à maneira de um regato que, em vez de correr, escorre limpidamente.

Advento, tempo de abrir janelas na noite do sofrimento, da solidão, das dificuldades e sentir-se prometido às estrelas, não ao escuro.

Advento, tempo para contemplar o infinito na história, o inesperado no rotineiro, o divino no humano, porque o rosto de um Homem nos devolveu o rosto de Deus."

P. José Tolentino Mendonça

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Advento

Homilia de Bento XVI na Missa do Galo

2010-12-25

Amados irmãos e irmãs!

«Tu és meu filho, Eu hoje te gerei» – com estas palavras do Salmo segundo, a Igreja dá início à liturgia da Noite Santa. Ela sabe que esta frase pertencia, originariamente, ao rito da coroação do rei de Israel. O rei, que por si só é um ser humano como os outros homens, torna-se «filho de Deus» por meio do chamamento e entronização na sua função: trata-se de uma espécie de adopção por parte de Deus, uma acta da decisão, pela qual Ele concede a este homem uma nova existência, atraindo-o para o seu próprio ser. De modo ainda mais claro, a leitura tirada do profeta Isaías, que acabámos de ouvir, apresenta o mesmo processo numa situação de tribulação e ameaça para Israel: «Um menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros» (9, 5). A entronização na função régia é como um novo nascimento. E, precisamente como recém-nascido por decisão pessoal de Deus, como menino proveniente de Deus, o rei constitui uma esperança. O futuro assenta sobre os seus ombros. É o detentor da promessa de paz. Na noite de Belém, esta palavra profética realizou-se de um modo que, no tempo de Isaías, teria ainda sido inimaginável. Sim, agora Aquele sobre cujos ombros está o poder é verdadeiramente um menino. N’Ele aparece a nova realeza que Deus institui no mundo. Este menino nasceu verdadeiramente de Deus. É a Palavra eterna de Deus, que une mutuamente humanidade e divindade. Para este menino, são válidos os títulos de dignidade que lhe atribui o cântico de coroação de Isaías: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da paz (9, 5). Sim, este rei não precisa de conselheiros pertencentes aos sábios do mundo. Em Si mesmo traz a sapiência e o conselho de Deus. Precisamente na fragilidade de menino que é, Ele é o Deus forte e assim nos mostra, face aos pretensiosos poderes do mundo, a fortaleza própria de Deus.



Na verdade, as palavras do rito da coroação em Israel não passavam de palavras rituais de esperança, que de longe previam um futuro que haveria de ser dado por Deus. Nenhum dos reis, assim homenageados, correspondia à sublimidade de tais palavras. Neles, todas as expressões sobre a filiação de Deus, sobre a entronização na herança dos povos, sobre o domínio das terras distantes (Sal 2, 8) permaneciam apenas presságio de um futuro – como se fossem painéis sinalizadores da esperança, indicações apontando para um futuro que então era ainda inconcebível. Assim o cumprimento da palavra, que tem início na noite de Belém, é ao mesmo tempo imensamente maior e – do ponto de vista do mundo – mais humilde do que a palavra profética deixava intuir. É maior, porque este menino é verdadeiramente Filho de Deus, é verdadeiramente «Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, não criado, consubstancial ao Pai». Fica superada a distância infinita entre Deus e o homem. Deus não Se limitou a inclinar o olhar para baixo, como dizem os Salmos; Ele «desceu» verdadeiramente, entrou no mundo, tornou-Se um de nós para nos atrair a todos para Si. Este menino é verdadeiramente o Emanuel, o Deus-connosco. O seu reino estende-se verdadeiramente até aos confins da terra. Na imensidão universal da Sagrada Eucaristia, Ele verdadeiramente instituiu ilhas de paz. Em todo o lado onde ela é celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que é própria de Deus. Este menino acendeu, nos homens, a luz da bondade e deu-lhes a força para resistir à tirania do poder. Em cada geração, Ele constrói o seu reino a partir de dentro, a partir do coração. Mas é verdade também que «o bastão do opressor» não foi quebrado. Também hoje marcha o calçado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a «veste manchada de sangue» (Is 9, 3-4). Assim faz parte desta noite o júbilo pela proximidade de Deus. Damos graças porque Deus, como menino, Se confia às nossas mãos, por assim dizer mendiga o nosso amor, infunde a sua paz no nosso coração. Mas este júbilo é também uma prece: Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bastão dos opressores. Queimai o calçado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de «uma paz sem fim» (Is 9, 6). Nós Vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-Vos também: mostrai a vossa força. Instituí no mundo o domínio da vossa verdade, do vosso amor – o «reino da justiça, do amor e da paz».



«Maria deu à luz o seu filho primogénito» (Lc 2, 7). Com esta frase, São Lucas narra, de modo absolutamente sóbrio, o grande acontecimento que as palavras proféticas, na história de Israel, tinham com antecedência vislumbrado. Lucas designa o menino como «primogénito». Na linguagem que se foi formando na Sagrada Escritura da Antiga Aliança, «primogénito» não significa o primeiro de uma série de outros filhos. A palavra «primogénito» é um título de honra, independentemente do facto se depois se seguem outros irmãs e irmãs ou não. Assim, no Livro do Êxodo, Israel é chamado por Deus «o meu filho primogénito» (Ex 4, 22), exprimindo-se deste modo a sua eleição, a sua dignidade única, o particular amor de Deus Pai. A Igreja nascente sabia que esta palavra ganhara uma nova profundidade em Jesus; que n’Ele estão compendiadas as promessas feitas a Israel. Assim a Carta aos Hebreus chama Jesus «o primogénito» simplesmente para O qualificar, depois das preparações no Antigo Testamento, como o Filho que Deus manda ao mundo (cf. Heb 1, 5-7). O primogénito pertence de maneira especial a Deus, e por isso – como sucede em muitas religiões – devia ser entregue de modo particular a Deus e resgatado com um sacrifício de substituição, como São Lucas narra no episódio da apresentação de Jesus no templo. O primogénito pertence a Deus de modo particular, é por assim dizer destinado ao sacrifício. No sacrifício de Jesus na cruz, realiza-se de uma forma única o destino do primogénito. Em Si mesmo, Jesus oferece a humanidade a Deus, unindo o homem e Deus de uma maneira tal que Deus seja tudo em todos. Paulo, nas Cartas aos Colossenses e aos Efésios, ampliou e aprofundou a ideia de Jesus como primogénito: Jesus – dizem-nos as referidas Cartas – é o primogénito da criação, o verdadeiro arquétipo segundo o qual Deus formou a criatura-homem. O homem pode ser imagem de Deus, porque Jesus é Deus e Homem, a verdadeira imagem de Deus e do homem. Ele é o primogénito dos mortos: dizem-nos ainda aquelas Cartas. Na Ressurreição, atravessou o muro da morte por todos nós. Abriu ao homem a dimensão da vida eterna na comunhão com Deus. Por fim, é-nos dito: Ele é o primogénito de muitos irmãos. Sim, agora Ele também é o primeiro duma série de irmãos, isto é, o primeiro que inaugura para nós a vida em comunhão com Deus. Cria a verdadeira fraternidade: não a fraternidade, deturpada pelo pecado, de Caim e Abel, de Rómulo e Remo, mas a fraternidade nova na qual somos a própria família de Deus. Esta nova família de Deus começa no momento em que Maria envolve o «primogénito» em faixas e O reclina na manjedoura. Supliquemos-Lhe: Senhor Jesus, Vós que quisestes nascer como o primeiro de muitos irmãos, dai-nos a verdadeira fraternidade. Ajudai-nos a tornarmo-nos semelhantes a Vós. Ajudai-nos a reconhecer no outro que tem necessidade de mim, naqueles que sofrem ou estão abandonados, em todos os homens, o vosso rosto, e a viver, juntamente convosco, como irmãos e irmãs para nos tornarmos uma família, a vossa família.



No fim, o Evangelho de Natal narra-nos que uma multidão de anjos do exército celeste louvava a Deus e dizia: «Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama» (Lc 2, 14). A Igreja ampliou este louvor que os anjos entoaram à vista do acontecimento da Noite Santa, fazendo dele um hino de júbilo sobre a glória de Deus. «Nós Vos damos graças por vossa imensa glória». Nós Vos damos graças pela beleza, pela grandeza, pela bondade de Deus, que, nesta noite, se tornam visíveis para nós. A manifestação da beleza, do belo, torna-nos felizes sem que devamos interrogar-nos sobre a sua utilidade. A glória de Deus, da qual provém toda a beleza, faz explodir em nós o deslumbramento e a alegria. Quem vislumbra Deus, sente alegria; e, nesta noite, vemos algo da sua luz. Mas a mensagem dos anjos na Noite Santa também fala dos homens: «Paz aos homens que Ele ama». A tradução latina desta frase, que usamos na Liturgia e remonta a São Jerónimo, interpreta diversamente: «Paz aos homens de boa vontade». Precisamente nos últimos decénios, esta expressão «os homens de boa vontade» entrou de modo particular no vocabulário da Igreja. Mas qual é a tradução justa? Devemos ler, juntas, as duas versões; só assim compreendemos rectamente a frase dos anjos. Seria errada uma interpretação que reconhecesse apenas o agir exclusivo de Deus, como se Ele não tivesse chamado o homem a uma resposta livre e amorosa. Mas seria errada também uma resposta moralizante, segundo a qual o homem com a sua boa vontade poder-se-ia, por assim dizer, redimir a si próprio. As duas coisas andam juntas: graça e liberdade; o amor de Deus, que nos precede e sem o qual não O poderemos amar, e a nossa resposta, que Ele espera e até no-la suplica no nascimento do seu Filho. O entrelaçamento de graça e liberdade, o entrelaçamento de apelo e resposta não podemos dividi-lo em partes separadas uma da outra. Ambas estão indivisivelmente entrançadas entre si. Assim esta frase é simultaneamente promessa e apelo. Deus precedeu-nos com o dom do seu Filho. E, sempre de novo e de forma inesperada, Deus nos precede. Não cessa de nos procurar, de nos levantar todas as vezes que o necessitamos. Não abandona a ovelha extraviada no deserto, onde se perdeu. Deus não se deixa confundir pelo nosso pecado. Sempre de novo recomeça connosco. Todavia espera que amemos juntamente com Ele. Ama-nos para que nos seja possível tornarmo-nos pessoas que amam juntamente com Ele e, assim, possa haver paz na terra.



Lucas não disse que os anjos cantaram. Muito sobriamente, escreve que o exército celeste louvava a Deus e dizia: «Glória a Deus nas alturas…» (Lc 2, 13-14). Mas desde sempre os homens souberam que o falar dos anjos é diverso do dos homens; e que, precisamente nesta noite da jubilosa mensagem, tal falar foi um canto no qual brilhou a glória sublime de Deus. Assim, desde o início, este canto dos anjos foi entendido como música vinda de Deus, mais ainda, como convite a unirmo-nos ao canto com o coração em júbilo pelo facto de sermos amados por Deus. Diz Santo Agostinho: Cantare amantis est – cantar é próprio de quem ama. Assim ao longo dos séculos, o canto dos anjos tornou-se sempre de novo um canto de amor e de júbilo, um canto daqueles que amam. Nesta hora, associemo-nos, cheios de gratidão, a este cantar de todos os séculos, que une céu e terra, anjos e homens. Sim, Senhor, nós Vos damos graças por vossa imensa glória. Nós Vos damos graças pelo vosso amor. Fazei que nos tornemos cada vez mais pessoas que amam juntamente convosco e, consequentemente, pessoas de paz. Amen.

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Homilia de Bento XVI na Missa do Galo

Acampamentos 2010

2010-08-01

Cá estamos depois de duas semanas maravilhosas de restruturação espiritual. 

Não nos cansamos de lhe dar continuidade, tais os frutos que ressaltam desta experiência juvenil. Sentimosque não é uma mera experiência de grupo, mas antes uma actividade de toda a Comunidade.

Rezamos para que perdurem todos os frutos neles nascidos.

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Acampamentos 2010

Acampamentos 2010

Semana Santa

2010-04-02

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Abril ComVida... VIDA!
Abril ComVida... VIDA!

2010-03-30

Foi num tempo
em que não havia mar,
nem céu, nem terra,
nem lua, nem marés,
nem rios, nem montanhas…

Aliás, foi num tempo em que nem sequer havia tempo…

Foi num tempo
em que só existia o AMOR,
que nem tem tempo nem lugar,
nem precisou de nascer…

E o AMOR sonhou a VIDA…

E sonhar é arregaçar as mangas…

E o AMOR disse o mar,
cantou o céu e a terra,
segredou a lua e deu-lhe as marés
e sussurrou os rios nos intervalos das montanhas…

E o AMOR sorriu contente.

Mas o AMOR não parou de sonhar…

Um dia, o AMOR chamou o mar:
“Serás o útero materno da fecundidade do meu AMOR,
o ventre generoso que dará à luz o meu Sonho…”

O mar exultou em ondas de alegria
e em espuma de ternura branca…

E o AMOR beijou o mar e o mar sentiu-se mãe…
e do mar nasceu a vida

A vida saiu do mar,
conquistou o céu e a terra,
conheceu a lua e as marés,
tomou conta dos rios e das montanhas…

E o AMOR sorriu contente.

Mas o AMOR não parou de sonhar…

Um dia, o AMOR chamou a vida:
“Serás à minha imagem e semelhança…”

A vida cantou e deu as mãos,
e deixou-se adormecer no embalo do AMOR…
e o AMOR beijou a vida…
e a vida tornou-se Vida

A vida já sabia cantar, voar, brincar…
só não sabia o que era amar…
Mas da vida brotou a Vida,
a criação ganhou um coração!

A Vida descobriu a alegria de dizer “Tu”,
a liberdade de dizer “Eu”
e a felicidade de dizer “Nós”…

Aprendeu que ser é amar,
e viver é construir o que não morre…

E o AMOR sorriu contente.

Mas o AMOR não parou de sonhar…

Um dia, o AMOR chamou a Vida:
“Serás da minha Família;
correrá nas tuas veias
o Sangue que corre nas minhas desde que Sou…”

A Vida enterneceu-se,
chorou lágrimas de alegria
e deixou-se fecundar…

E o AMOR beijou a Vida…

e a Vida tornou-se VIDA

E o AMOR já não sorriu…
O AMOR pulou de contente,
chorou também Ele de alegria
e inaugurou a Festa há tanto prometida,
e dançou com a VIDA há tanto sonhada,
e mandou que em todo o tempo e lugar
houvesse quem anunciasse
que o AMOR já realizou o seu Sonho,
a Festa foi inaugurada
e todos são convidados de honra…

Para que ninguém seja menos do que o AMOR o sonhou…

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Taizé Porto 2010

2010-02-20

Taizé  – a união dos povos a um só Deus! 
 

Foi de 13 a 16 de Fevereiro que o Porto foi palco do Encontro Ibérico de Taizé.

Durante estes dias, milhares de jovens vindos de todo o mundo foram acolhidos de braços abertos e com muita alegria em casa de famílias do Porto que os alojaram.

Estes jovens tiveram oportunidade de conhecer as paróquias onde foram alojados, participar em grupos de partilha e workshops tanto de cariz histórico-cultural como de abordagens de temas mais profundos a nível das preocupações do dia-a-dia, da fé, das dúvidas...

E à noite, a oração em comunidade parecia tornar todo aquele momento mágico… tantos jovens de tantos países e culturas ali unidos através da fé a cantar em unisiono.

Durante a oração, ainda que a voz forçasse e a respiração fosse ficando cansada, havia qualquer coisa que nos impelia, que nos renovava as forças, que nos (pre)enchia por dentro e nos fazia querer permanecer ali, naquele local, naquele momento.

Para trás ficam rostos e momentos que nunca mais se apagarão das nossas memórias… para o futuro, uma grande esperança!

Prova disso são os testemunhos de alguns jovens da Vigararia de OAZ/SJM que participaram neste Encontro: 
 
 
 

“Viver Taizé é mais que orar a Deus. É o encontro do nosso coração com o Daquele que nos ama.

Os cânticos, as reflexões, a partilha, os sorrisos, a união de diferentes culturas em torno de um só altar é algo que nos enriquece em todos os sentidos. Milhares de jovens reunidos para juntos procurarem as fontes da alegria, é por si só uma grande alegria.

A experiência deste encontro fica certamente na memória e no coração de quem o viveu. A disponibilidade das muitas famílias das diferentes paróquias do Porto em acolher milhares de jovens em suas casas, é uma enorme manifestação do Amor de Deus para connosco. Os espaços de oração, quer nas paróquias, quer no Dragão Caixa, foram sempre alturas de reflexão e intimidade com Deus.

Mas não foi só rezar que se fez nestes 4 dias na cidade invicta, também tempo de convívio entre os participantes e tempo de reflexão sobre várias temáticas, nos diversos workshops espalhados pela cidade, que muitas das vezes tanto nos incomodam na nossa vida sempre tão preenchida. São importantes estes momentos de interrogação nas nossas vidas, fugir do nosso quotidiano, para por alguns dias pensarmos e repensarmos a nossa vida é algo que deveríamos fazer mais vezes.

Para trás fica a saudade dos momentos vividos em comunidade. Fica a lembrança dos rostos daqueles, que connosco partilharam um pouco das suas vidas.

Uma última palavra de louvor e agradecimento a organização, pois só com um espírito de entreajuda e grande disponibilidade é possível chegarmos ao fim deste encontro ibérico sem ser possível apontar alguma falha durante o mesmo.

A todos um muito obrigado pela oportunidade de viver esta experiencia.”

André Azevedo 
 

“Algo indiscritível e transcendente.

Deus é realmente grande e ama verdadeiramente o pobre, o rico, o justo e o pecador.

Lá não havia diferenças, não existia raça ou religião, não existia homem nem mulher, eramos todos iguais.

O principal valor deste encontro foi sem dúvida a união, não interessava de quem se tratava, mas nunca ninguém ficou mal.

Fomos muito bem acolhidos e bem recebidos nas paróquias. O amor que lá se sentiu é sem sombra de dúvida um sinal de Deus.

Pessoas que deixaram as suas famílias e que nada dormiram para nós podermos ter aquela magnífica experiência.

Se valeu a pena? Claro que sim. Voltava a ir se pudesse todas as vezes e mais algumas.

Deus esteve comigo, Deus esteve connosco, pois Deus é amor e não há nada a temer.

Foi uma experiência que ficará  para a vida toda.”

Joana Ferreira 
 

“O que foi para mim o Encontro Ibérico de Taizé? Foi ter conhecido outras pessoas e, gostei de ter outra família que fez tudo para nos acolher bem.”

Alfredo Ricardo Correia 
 
 

“Para mim o encontro foi alegria e satisfação de poder encontrar-me com Deus, de uma forma tão simples, bela e harmoniosa. Percebe-se que realmente não importa qual seja a nossa "raça", não importa a dificuldade que encontremos para ultrapassar, há sempre maneira de continuar no bom caminho.”

Sérgio Cunha 
 
 
 
 
 

“Para mim Taizé foi uma oportunidade de aprender a encontrar a paz e a tranquilidade no corre corre do dia-a-dia. 

É muito importante aprendermos a parar e a orar. Deus está sempre pronto para falarmos com Ele. Ele tem sempre muito tempo para nós, nós é que temos o nosso tempo muito ocupado e muitas vezes nem “Boa noite” Lhe dizemos. 

Neste encontro percebi que às vezes basta um momento de silêncio para O sentirmos bem perto, para sentirmos o grande Amor que Ele tem por nós. 

Também percebi que não é  preciso termos a mesma religião para nos sentirmos todos filhos do mesmo Deus... 

Espero que todos aqueles que tiveram a oportunidade de viver esta experiência possam transmitir o Amor de Deus. 

Muito obrigado por terem ajudado a que este encontro fosse tão importante e especial...” 

Joana Carneiro 
 

“Ter a possibilidade de deixar a nossa casa, as nossas coisas, a nossa rotina para viver momentos com Deus é um privilégio.

Ter a possibilidade de presenciar e viver um companheirismo e um intercâmbio de pessoas e culturas diferentes é uma bênção.

Apercebermo-nos e sentirmos a hospitalidade das pessoas, o seu carinho e a sua dedicação é muito, muito gratificante.

Sentirmos Deus em grupo é forte, sentirmo-nos perto de Deus é comovente, é de uma alegria imensa.

Podermos confiar a Ele a nossa vida faz-nos sentir pequeninos face ao seu poder  tão grande

Faz-nos falta momentos destes.

Obrigada à organização que tão bem soube trabalhar por este projecto tão bem conseguido.” 

Paula Coelho 
 

“Perfeito. Acho que é a palavra ideal, para começar a falar de algo que a própria palavra caracteriza.

Para mim, Taizé foi uma experiência nova, inicialmente com medo de ‘experimentar’ mas que no fim o medo desapareceu e a vontade de voltar a passar por toda aquela experiência chegou ao auge. Todas as orações, todos os cânticos, todos os pensamentos, todos os sorrisos encontrados, toda aquela união e paixão por Cristo que se via não só nas famílias que nos acolheram, mas também naqueles com quem me cruzei nos 4 dias que lá passei, fizeram-me sem dúvida alguma crescer ainda mais e ver que Deus, manifesta-se até no sorriso de um jovem!

A mim, o que mais me tocou, foi sem dúvida alguma as orações da noite… aqueles sons que nos levavam para ‘longe’ de nós, que nos faziam sentir bem, aconchegados a Deus, que nos faziam reflectir sobre a nossa vida e sobre aquilo em que acreditamos… eram momentos pelos quais todos deveríamos de passar, era tudo magnífico.

Foram 4 dias diferentes daqueles a que estou habituada a viver, no entanto, foram dias que valeram a pena ser vividos e que por infelicidade minha o tempo passou a voar. Ficaram feitas as amizades, resta agora as lembranças, as memórias, as fotografias, os e-mails, as moradas e os números de telefone que trocamos uns com os outros e também a ansiedade de podermos voltar todos juntos a viver uma nova experiência como esta. Um Muito Obrigada á organização.” 

Tânia Silva 
 
 

"Não é possível descrever por palavras toda a minha experiência no Encontro de Taize. Desde o acolhimento na paróquia, que tudo fez para que nos sentíssemos bem, até à recepção na casa da família de acolhimento... Cada segundo destes ficará certamente gravado e é, sem qualquer dúvida, uma esperiência que me marcará para o resto da vida. À noite, os momentos de oração, o espaço de silêncio e o ambiente que criado, em que tanta gente se reúne com um objectivo comum, é maravilhoso. Foram momentos de introspecção e de verdadeira oração.

No entanto, também o convívio é importante, e penso que o espírito de entre-ajuda que existiu terá contribuído significativamente para o sucesso do encontro. Conhecer pessoas de todo o lado, com vidas e experiências tão diferentes, contribui também para o nosso crescimento enquanto pessoas e seres sociais. Tenho a certeza que cada um dos jovens deste encontro vem embora, tal como eu, com energias renovadas e um novo espírito." 

Ana Margarida Lopes 

“Taize , foi uma experiencia enriquecedora  que voltaria a repetir , gostei sobretudo da familia de acolhimento .” 

Emilia Dias 

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Taizé Porto 2010

Taizé Porto 2010

Taizé Porto 2010

Taizé Porto 2010

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